Otavio Alberto Curioni
Aproximadamente 400 novos casos de câncer de cabeça e pescoço são registrados no Departamento de Cirurgia de Cabeça e Pescoço e Otorrinolaringologia do Hospital Heliópolis, SP, a cada ano. A incidência da doença tende a aumentar com a idade e cerca de 70% dos casos estão na faixa etária entre 50 e 60 anos.
As taxas de sobrevida global em cinco anos são variáveis segundo o sítio do tumor. Em geral, pacientes com diagnóstico em estádio precoce da doença tem melhor chance de cura ou maior sobrevida. Entretanto, no nosso meio, a maioria dos pacientes procura recurso médico com doença em estádio avançado e a maior sobrevida é alcançada apenas se o diagnóstico e o tratamento forem estabelecidos o mais rápido possível.
Diretrizes de tratamento para o câncer da cabeça e pescoço em todos os estádios fazem-se necessárias, porém, não dispomos de boas evidências oriundas de estudos randomizados controlados para guiar-nos na proposta terapêutica. A tomada da melhor decisão clínica possível envolve um tipo de integração entre informação científica e modelos científicos, com experiências clínicas e, talvez mais amplamente, compreensão cultural e experiências de vida, pois podem se tratar de pessoas com crenças, vontades e situações diferentes, de modo que apenas um modelo de tomada de decisões que leve em conta o maior número de fatores envolvidos estaria sendo justo com essas pessoas, em pré-determinadas áreas geográficas.
Não é possível simplesmente utilizar uma fórmula, mas deveria ser desenvolvido um senso para considerar o significado das circunstâncias particulares dos pacientes e de suas doenças. Neste sentido, a implantação de diretrizes voltadas para um público alvo específico, com base em metodologia científica associada às vivências pessoais, poderia melhorar os resultados dos pacientes.
O protocolo de tratamento do Departamento de Cirurgia de Cabeça e Pescoço e Otorrinolaringologia – versão 2010, não visa servir de padrão ouro para os cuidados com câncer da cabeça e pescoço. Os padrões de cuidados são determinados com base em todas as informações clínicas disponíveis para um caso individual e estão sujeitos aos avanços do conhecimento cientifico e tecnológico. Tais recomendações servem para substanciar o julgamento final que deve ser feito por profissionais responsáveis com decisões clinicas relacionadas a procedimento clinico particular ou plano de tratamento. Este julgamento deve ser estabelecido após a discussão das opções com o paciente, considerando-se o diagnóstico e as escolhas de tratamento possíveis.
Aproximadamente 400 novos casos de câncer de cabeça e pescoço são registrados no Departamento de Cirurgia de Cabeça e Pescoço e Otorrinolaringologia do Hospital Heliópolis, SP, a cada ano. A incidência da doença tende a aumentar com a idade e cerca de 70% dos casos estão na faixa etária entre 50 e 60 anos.
As taxas de sobrevida global em cinco anos são variáveis segundo o sítio do tumor. Em geral, pacientes com diagnóstico em estádio precoce da doença tem melhor chance de cura ou maior sobrevida. Entretanto, no nosso meio, a maioria dos pacientes procura recurso médico com doença em estádio avançado e a maior sobrevida é alcançada apenas se o diagnóstico e o tratamento forem estabelecidos o mais rápido possível.
Diretrizes de tratamento para o câncer da cabeça e pescoço em todos os estádios fazem-se necessárias, porém, não dispomos de boas evidências oriundas de estudos randomizados controlados para guiar-nos na proposta terapêutica. A tomada da melhor decisão clínica possível envolve um tipo de integração entre informação científica e modelos científicos, com experiências clínicas e, talvez mais amplamente, compreensão cultural e experiências de vida, pois podem se tratar de pessoas com crenças, vontades e situações diferentes, de modo que apenas um modelo de tomada de decisões que leve em conta o maior número de fatores envolvidos estaria sendo justo com essas pessoas, em pré-determinadas áreas geográficas.
Não é possível simplesmente utilizar uma fórmula, mas deveria ser desenvolvido um senso para considerar o significado das circunstâncias particulares dos pacientes e de suas doenças. Neste sentido, a implantação de diretrizes voltadas para um público alvo específico, com base em metodologia científica associada às vivências pessoais, poderia melhorar os resultados dos pacientes.
O protocolo de tratamento do Departamento de Cirurgia de Cabeça e Pescoço e Otorrinolaringologia – versão 2010, não visa servir de padrão ouro para os cuidados com câncer da cabeça e pescoço. Os padrões de cuidados são determinados com base em todas as informações clínicas disponíveis para um caso individual e estão sujeitos aos avanços do conhecimento cientifico e tecnológico. Tais recomendações servem para substanciar o julgamento final que deve ser feito por profissionais responsáveis com decisões clinicas relacionadas a procedimento clinico particular ou plano de tratamento. Este julgamento deve ser estabelecido após a discussão das opções com o paciente, considerando-se o diagnóstico e as escolhas de tratamento possíveis.