Ricardo Pires de Souza
No congresso “JOINT ECCO 15 e 34th ESMO” realizado em Berlim, de 20 a 24 de setembro de 2009, Farrag e colaboradores apresentaram, sob a forma de pôster (n0 8523), os resultados da avaliação do FDG-PET na predição da evolução de 58 pacientes com câncer de cabeça e pescoço, submetidos ao exame antes do tratamento radioterápico, com ou sem quimioterapia.
No resumo, publicado no European Journal of Cancer (EJC, vol. 7, n.2, p. 477), os autores descreveram um valor de corte para a medida semi-quantitativa do SUVmax, índice que traduz a parte metabolicamente mais ativa do tumor. O valor de corte de 7,92 no SUVmax separou os pacientes em dois grupos: um com SUVmax alto e outro baixo. A sobrevida global em três anos foi de 80%, no sub-grupo com SUVmax baixo contra 54% no outro grupo, enquanto que a sobrevida livre de doença foi de 83% contra 41% entre os grupos, com melhor evolução no grupo com valor baixo. Os pacientes que morreram apresentaram um valor médio de SUVmax de 9,16 e os que sobreviveram, uma média de 7,32. Em análise multivariada o SUVmax se mostrou como o único fator significante na determinação da evolução dos pacientes.
Devido ao número limitado de participantes, os próprios autores sugerem novo estudo com aumento da casuística para definir com maior eficácia o papel deste valor de corte do SUVmax. Se de fato for possível correlacionar a atividade metabólica dos tumores de cabeça e pescoço e a medida do SUVmax com a evolução dos pacientes, em tratamentos não cirúrgicos (e por que não também nos casos cirúrgicos?), os terapeutas passarão a ter um parâmetro prognóstico valioso. No entanto, outras evidências científicas devem ser apresentadas antes que este fato possa ser aceito integralmente.
No congresso “JOINT ECCO 15 e 34th ESMO” realizado em Berlim, de 20 a 24 de setembro de 2009, Farrag e colaboradores apresentaram, sob a forma de pôster (n0 8523), os resultados da avaliação do FDG-PET na predição da evolução de 58 pacientes com câncer de cabeça e pescoço, submetidos ao exame antes do tratamento radioterápico, com ou sem quimioterapia.
No resumo, publicado no European Journal of Cancer (EJC, vol. 7, n.2, p. 477), os autores descreveram um valor de corte para a medida semi-quantitativa do SUVmax, índice que traduz a parte metabolicamente mais ativa do tumor. O valor de corte de 7,92 no SUVmax separou os pacientes em dois grupos: um com SUVmax alto e outro baixo. A sobrevida global em três anos foi de 80%, no sub-grupo com SUVmax baixo contra 54% no outro grupo, enquanto que a sobrevida livre de doença foi de 83% contra 41% entre os grupos, com melhor evolução no grupo com valor baixo. Os pacientes que morreram apresentaram um valor médio de SUVmax de 9,16 e os que sobreviveram, uma média de 7,32. Em análise multivariada o SUVmax se mostrou como o único fator significante na determinação da evolução dos pacientes.
Devido ao número limitado de participantes, os próprios autores sugerem novo estudo com aumento da casuística para definir com maior eficácia o papel deste valor de corte do SUVmax. Se de fato for possível correlacionar a atividade metabólica dos tumores de cabeça e pescoço e a medida do SUVmax com a evolução dos pacientes, em tratamentos não cirúrgicos (e por que não também nos casos cirúrgicos?), os terapeutas passarão a ter um parâmetro prognóstico valioso. No entanto, outras evidências científicas devem ser apresentadas antes que este fato possa ser aceito integralmente.
Caro Ricardo
ResponderExcluirParabéns pelo resumo. Marcadores de resposta terapêutica que possam ser avaliados antes do início do tratamento são os ideais. Todavia, o esperado não seria que os tumores com maior atividade metabólica tivessem maior sensibilidade à radio e quimioterapia que os de menor atividade? o que vc acha?
Marcos Brasilino